Um dia diferente

Postado em Uncategorized em Dezembro 3, 2008 por Rayanne

Em março de 1998, numa manhã quente de verão, acordei e não tinha a noção de que aquela seria a última vez, pelo menos por um longo tempo, que isso aconteceria na minha tão querida terra, estava na casa da minha avó, pois a nossa mudança já estava a caminho do novo lar.

Como ainda era muito nova, estava com sete anos, não tinha a idéia de quão longe era Brasília, para mim tudo era uma aventura, mas aquele dia ficaria marcado para sempre em minha vida.

Minha mãe acordou-me cedo e pediu que verificasse se não tinha deixado de guardar alguma coisa na bagagem, dei uma volta pela casa e juntei alguns pertences que estavam espalhados, meu coraçãozinho era uma mistura de euforia e angústia, hoje sei que aquele aperto que sentia no peito se chama angústia. Saímos de Pesqueira por volta das 11h, a minha avó e tias choravam muito, eu, meu irmão e minha mãe seguimos rumo a um novo destino, sem saber muito bem o que nos aguardava, a viagem até Recife pareceu uma eternidade, mas chegamos finalmente ao aeroporto, fizemos o despacho da bagagem e ficamos aguardando o horário do embarque.

O avião era tão grande que um medo terrível percorreu todo o meu corpo, mas fiquei quietinha, estava rumando para uma nova vida, para um novo destino, para a terra dos sonhos, mas da pequena janela daquele avião, vi o meu avô com os olhos cheios de lágrima e aquela cena ficará para sempre guardada em minha memória.

Ensaio sobre a cegueira

Postado em Uncategorized em Dezembro 3, 2008 por Rayanne
Médico e a sua esposa

Médico e a sua esposa

    O filme estreado dia 12/09/2008, com a direção de Fernando Meirelles, o roteiro de Don McKellar, baseado em livro de José Saramago  e a participação do elenco de grandes nomes como: Julliane Moore e Mark Ruffalo, fala sobre uma cegueira  branca que inexplicavelmente atingiu uma cidade .  Esse mal  atingiu primeiro um homem no trânsito e foi afetando a todos como uma praga e sem explicação ou cura. O governo, diante disso, decide colocá-los em quarentena  em um prédio tentando evitar que a praga se espalhasse mais ainda. Julliane Moore que faz o papel da esposa do medico é a única que continua enxergando é acaba ficando com o papel de cuidar das pessoas. Em certos momentos ela deseja ficar cega para não ter que ver o drama sofrido por aquelas pessoas sem identificação., Isso porque, há uma invasão no tal prédio, a única forma de se identificar é por números e por meio da  profissão exercida antes da manifestação da doença.

   No romance mostra a forma da humanidade como ela age em relação a muitos aspectos e como o homem tenta ver vantagem em tudo. Na metade do filme um “representante” de uma das alas decide “cuidar” da comida e para as outras alas terem comida eles deveriam dar tudo que tinham de valor e dependendo da quantidade receberiam alimentos em troca. Com o passar do tempo eles não tinham mais nada, então resolvem pedir mulheres em troca de comida, que acabam sendo exploradas, agredidas, estupradas e uma delas acaba  morta.

   Quando as pessoas saem do tal prédio, descobrem que não só eles estariam naquele estado e sim que o país foi tomado por tal catástrofe. As ruas estão totalmente imundas. Um dos momentos que mais chamou atenção foi quando Moore viu cachorros comendo um homem, já morto e teve que agir de forma normal, já que havia outras coisas “ piores” que aquilo.

   A primeira pessoa a ficar cega acaba recuperando a visão. E a esperança toma conta de todos.

    O brilho branco da cegueira ilumina as percepções das personagens principais, e a história torna-se não só um registro da sobrevivência física das multidões cegas, mas também das suas vidas espirituais e da dignidade que tentam manter. Mais do que olhar, importa reparar no outro. Só dessa forma o homem se humaniza novamente.No filme é uma mistura de choque, realismo, uma verdade crua sobre a natureza humana, por natureza cega de humanismo de compaixão de lucidez. Uma visão pessimista do homem, cujos instintos primários são maus. A indiferença para com o seu semelhante que é com certeza a maior cegueira do mundo, que infelizmente não tem cura!

1968, o ano que não terminou.

Postado em Uncategorized em Dezembro 3, 2008 por Rayanne

           1968 começou diferente, com uma grande festa de réveillon e com um pouco de esperança. Não que 67 tenha sido um ano ruim, mas com algumas mudanças (a mudança do ditador e os jovens eufóricos). Como disse o jornalista Elio Gaspari, “depois do réveillon da Helô, o Rio nunca mais foi o mesmo”.

No livro “1968, o ano que não terminou” o autor, Zuenir Ventura,  fala sobre as mudanças que aconteceram na época, começando com a virada de ano na casa de Heloísa Buarque de Holanda . Os jovens até poderiam estar com um pouco de esperanças, mas ninguém poderia imaginar o que estava por vir.

Zuenir que acompanhou tudo naquela época. No livro, ele fala sobre o inicio dos anos de chumbo. Conversou com pessoas que também foram testemunhas dos acontecimentos. Recorreu a documentos e ,principalmente, suas próprias recordações, quando  mostra todo seu sofrimento, ao ter sido preso e tudo que viveu.

A rebeldia, que era vista na Europa, serviu de espelho para os estudantes cariocas e paulistas, sem contar nas outras capitais. Cada vez eles faziam mais manifestações e tinham apoio de populares o que acabou trazendo confrontos com militares.  ““E, não satisfeitos, as brigas aumentaram e tomaram as ruas e a Reforma ganhava cada vez mais apoio daqueles jovens. Foi o ano que experimentamos todos os s limites”, escreve o jornalista no livro.

No livro, os jovens e personagens, falam também de suas emoções, namoros mais liberais e o ciúme eterno. Foi uma época em que tudo era considerado possível.

“Como movimento político, 68 pode não ter sido, como a verá, um exemplo de eficácia, do ponto de vista do comportamento, no entanto, mesmo no Brasil, seus efeitos se fazem sentir inclusive hoje, ou pelo menos até o momento em, que a AIDS passou a liderar a contra-revolução.” Aponta Zuenir.

E tudo isso começou a com a morte de um estudante, o jovem Edson Luís, assassinado por um policial. Quando o golpe militar completava quatro anos, o governo paulista esteve a ponto de decretar um novo ato Institucional, o AI5, por causa da rebeldia estudantil, ou pela insubordinação do Congresso. Do período de 28 de março a 4 de abril , que vai do dia da morte do estudante até a missa da Candelária, as manifestações estudantis se alastraram por quase todo o pais. De setembro até o final da crise, em dezembro, o Brasil entrou em grandes crises e o próprio presidente  Arthur Costa e Silva falou “Estou vivendo os dias mais amargos da minha vida”.

O clímax de toda essa história foi em 14 de junho, quando foi realizada uma reunião em que se falou até em guerra no prédio do Ministério da Saúde, momento depois da invasão da Universidade de Brasília. Era um sinal que os militares haviam perdido o controle.

Em 13 de dezembro de 1968, acabava o sonhado ano idealizado pelos estudantes. E para quem foi alvo de perseguições na madrugada e os dias seguintes ao “golpe dentro do golpe”.

E assim termina o livro. “O mesmo grupo de intelectuais e artistas que promoveram o famoso réveillon no ano passado, ainda não tinham um local. Motivo: Luiz não empresta mais a casa. Réveillon como aquele só uma vez na vida”, escreveu Zuenir Ventura.

Caso Welles

Postado em Uncategorized em Outubro 30, 2008 por Rayanne

Ao se ouvir falar de ” Guerra dos mundos”, faz-se logo uma referência ao filme estreldo por Tom Cruise, em 2005. Mas o filme teve como base o romance de Hebert George Wells, o qual serviu não apenas para o roteiro cinematográfico.

O romance relata a história da invasão de seres alienígenas ao planeta terra. Os ETs possuíam aguçada inteligência, desafiando a própria capacidade do ser humano. Ates mesmo de se tornar um filme, ficou conhecidoa por muitos pelo pânico que gerou, algo quase hilário!

orson_welles_1938

 

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Um radialista chamado Orson Welles se interessou pela história do Romance e decidiu lê-lo em seu programa de rádio. Mas, só fez referência ao fato que se tratava de uma história de ficção no início e no término da transmissão. Aqueles que não tinham ouvido o programa desde o início acharam que se tratava de uma invasão real.

A confusão foi total. Mais de cinco milhões de ouvintes acompanharam o progrma naquela data, 1955, e mais de um milhão desses entraram em pânico, acreditando piamente na tal invasão.

Questionamo-nos como é possível que em um mundo globalizado e  interligado com a maioria das nações e primeiramente se tratando de uma cidade norte-americana, possa haver pessoas que acreditem na prossibilidade de uma invasão extra-terrestre.

Hello world!

Postado em Uncategorized em Outubro 29, 2008 por Rayanne

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